Por que homens feministas não existem

por Alice Autuori Rosa

Vamos tentar ser bem didáticas aqui: homens feministos não existem; mulheres machistas também não – inclusive, enquanto escrevo, aquela barrinha vermelha que significa “palavra errada” aparece contínua no “feminstos”, mostrando que nem o termo existe.

Antes de começarem a me chamar de “misândrica feminazi” nos comentários, vamos tentar entender. A base da opressão  da mulher no sistema patriarcal que vivemos hoje é simples: os homens estão acima das mulheres em todas as esferas: na política, na mídia, no entretenimento, na educação. Em outras palavras, a sociedade é regida pelo machismo – a superioridade artificial dos homens sobre nós, mulheres.

Isso significa que os homens têm privilégios, como, por exemplo, ganhar cerca de 30% a mais de salário exercendo o mesmo trabalho que as mulheres. E esse é só um exemplo, mas as diferenças entre ser homem e ser mulher na nossa sociedade são muitas: homens não morrem abortando de forma clandestina; homens não precisam se preocupar o tempo todo se vão ser abusados verbal ou sexualmente nas ruas; homens não carregam a obrigação social (muito bem construída) de ter filhos; é compreensível que homens abandonem suas famílias e sequer paguem pensão; homens não precisam se depilar; homens não são julgados por usar roupas curtas ou por comportamentos ditos libidinosos; homens, enfim, são donos de seus corpos. Mulheres, não.

O que todos esses privilégios têm em comum? Todos são desigualdades – ou seja, só existem porque há um outro lado, que é a opressão da mulher.

Quando uma menino nasce, ele é socializado como um homem por causa do pênis, e passa a receber esses privilégios de que falei. Passa, também, e a receber a educação de como um homem deve se portar na sociedade, e isso é feito por meio de programas de televisão, de brinquedos e até pelos pais, dentro de casa. O homem é ensinado a ser valente, corajoso, mulherengo, forte, pegador e apático.

Enquanto isso, a menina aprende a ser recatada, delicada, educada, gentil pura e bonita (ou seja, dentro dos padrões cruéis de peso, alisamento dos cabelos, remoção dos pelos e vestuário). As brincadeiras de menina são todas relacionadas a cuidar de casa ou dos filhos. Muitos assuntos e ações, como a masturbação, por exemplo, nos são proibidos, e brincadeiras mais dinâmicas, como o futebol, são colocadas “coisas de menino”.

Em outras palavras, o homem aprende a ser machista e opressor; a mulher aprende a ser submissa. Esta é a raiz do problema e a resposta da nossa pergunta inicial.

O homem já nasce com os privilégios do gênero em que é socializado, e usufrui deles por uma pressão social. Se, como dissemos, esses privilégios só existem porque existem oprimidas, eles são privilégios machistas. Portanto, mesmo que o homem em questão não queira, mesmo que seja difícil e “feio” admitir, ele é sempre machista.

Mesmo que tente se desconstruir, o homem só consegue, no máximo, quebrar uma parte do seu preconceito individual (o que já é bem difícil). Mas o preconceito coletivo, esse é mais complicado. Ele se manifesta quando você vai para o seu emprego com 30% a mais de salário que sua colega de trabalho, ou quando você está voltando a noite bêbado para casa e passa por um grupo de homens e não se sente humilhado, ou quando você não é encoxado em transporte público, ou quando você pode sair sem camisa num calor de 37°C.

Esses privilégios não são uma escolha do homem como indivíduo. Eles são exercidos pela sociedade e, por isso, não dá para desconstruí-los sozinho. Quando você está concorrendo com uma mulher para um mesmo cargo, tendo um currículo igual, saiba que, mesmo assim, você tem vantagem sobre a menina, pois ainda se acredita que as mulheres obrigatoriamente terão filhos (já que nós existimos apenas para procriar), e que a empresa teria de pagar a licença maternidade (por isso que uma das pautas do feminismo é a licença paternidade, viu, você que achava que nós fossemos contra a isso).

Sabendo disso, o que você vai fazer? Deixar de procurar emprego? Não é um privilégio exercido por você, mas é dado a você sem direito a retorno. Sem contar o fato de que, por você ser homem e ter esses privilégios, você nunca vai sentir na pele o que é ser oprimido pelo machismo do jeito que nós, mulheres, somos.

Sendo assim, podemos responder nossa pergunta: não existem homens feministas, porque (1) eles nunca desconstruirão todo o seu preconceito e, consequentemente, (2) sempre serão opressores por mais que sejam desconstruídos individualmente.

Se você, homem, quer apoiar o feminismo, o termo correto seria “homem pró-feminismo”. Mas como reconhecer um “homem pró-feminismo”? Quem são? Onde vivem? Do que se alimentam? Segue uma listinha abaixo:

1. Entendem quem é o protagonista no feminismo (a mulher) e o lugar que eles, homens, têm nas lutas das minorias (não apenas na das mulheres, mas na luta negra, de classe, do movimento LGBT).;

2. Não chamam as mulheres de putas, vadias, cachorras, vacas, vagabundas ou qualquer outro termo que seja ofensivo apenas para o gênero feminino. Também evitam usar termos como “filho da puta” e tomam cuidado com piadas machistas, tentando mostrar inclusive para os “bróder” que isso não é legal, além de não brincar com temas como aborto, feminicídio e estupro;

3. Ouvem de boca calada quando uma mulher tenta apontar seu machismo, e não tentam ensinar para as minas como o feminismo funciona ou como ele deveria funcionar. Eles não silenciam mulheres em nenhuma discussão e não emitem opinião sobre aborto, culpabilização da vítima de estupro ou pornografia, pois entendem que a luta não é deles e que eles não têm como ensinar a uma mina sobre um assunto que ela sente na pele;

4. Principalmente, não se dizem “feministos”, e sim “pró-feminismo” ou “machistas em desconstrução”, pois compreendem a impossibilidade de serem feministas.

Taí a resposta para “como eu posso me desconstruir?”: ao invés de ficar tentando roubar a voz das minas (o que já é em si uma contradição), tente desconstruir seus amigos que enviam foto de menina pelada no grupo do whatsapp, ou aquele que solta um “volta pra cozinha” ou uma piada machista no grupinho, ou principalmente aqueles que vivem abusando de qualquer menina.

Se você é pró-feminismo de verdade, e não só pra para pegar mina, não fique calado entre seus amigos, com seus pais, com seu chefe, com professores. Não ignore, não diga que é exagero, não deixe pra lá porque é “bróder”: ajude.

Nós queremos maior visibilidade, nós queremos o opressor mais informado, mas também não temos que ficar de “babás feministas” para ninguém. Tentem ler textos, tentem se autocriticar e tentem, principalmente, nos ouvir.

Se você, “feministo”, leu esse texto inteiro e está me chamando de exagerada, será que não está na hora de repensar seu machismo?  😉

Existe mulher machista?
Na relação oprimido-opressor, o opressor é aquele que, ao exercer a opressão, se beneficia. No caso da nossa sociedade patriarcal, estes são os homens. Porém, quando mulheres reproduzem falas machistas, elas não se beneficiam com isso. Quando uma mulher fala que “lugar de mulher é na cozinha”, ela não está fora desse grupo “Mulher” que “deveria estar na cozinha”. Ou seja: a mulher que fala isso está se oprimindo. Talvez, ela ganhe alguns “benefícios” secundários, como ser aceita em um grupo de homens, mas esses “benefícios” são ilusões passageiras, porque na primeira oportunidade, ela será excluída do grupo – afinal, ela mesma disse que deveria estar na cozinha. Fala-se, nestes casos, que a mulher está “reproduzindo o machismo”, e não “sendo machista” .

alice
Alice Autuori Rosa, 16 anos, estuda na escola Nossa Senhora das Graças, é integrante do coletivo feminista Eu não sou uma Gracinha. Não fecha com esquerdo macho.

143 comentários

  1. Olá, Alice. Tudo bem?

    Antes qualquer coisa, gostaria de dizer que apoio um mundo igualmente justo para homens e mulheres (na verdade, para todos os humanos). Reconheço também que mulheres sofrem mais por causa desse sistema cultural geralmente dominado pelo homem, e que são vítimas de muito preconceito. Sabendo dessas coisas, faço sempre o que posso para garantir que não haja injustiças contra mulheres. Porém, gostaria de apontar algumas discordâncias, em grande parte, terminológicas.

    Você disse no texto que todo homem é opressor, porque somos privilegiados mesmo sem querer, certo? Para contestar esse argumento, devemos checar o significado de opressor: “aquele que oprime; aquele que impõe algo a força ou autoridade.” Sendo assim, se uma pessoa, individualmente, não oprime, ela por definição não é opressora. Se a sociedade é opressora, isso não faz do agente que não oprime também um opressor. Conclusão: muitos homens não são opressores, e posso afirmar isso independentemente de ser homem ou mulher, pois o fator ‘sentir na pele’, nessa afirmação, não é relevante.

    Um de seus silogismo quanto ao machismo é:
    P1 – Privilégios só existem porque existem oprimidas
    P2 – Homens se beneficiam dos privilégios
    P3 – Esses privilégios são privilégios machistas
    C – Todo homem é machista

    Minha crítica quanto a essa lógica é que não há nada nas premissas que levem a sua conclusão de que todo homem é machista. Machista é aquele que acredita e que impõe uma superioridade do homem sobre a mulher. Se há homens que lutam contra essa ideia e essas ações, tais homens não são machistas. Não é porque não sofremos com o sistema, que acabamos sendo machistas.

    De um modo geral, acho que você está generalizando o que a maioria, infelizmente, faz e pensa. Não somos todos machistas; não somos todos opressores.

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      • Obrigado pela resposta. Bom, eu não diria que é “difícil de aceitar”, mas que é, no mínimo, difícil de entender o porque de todo homem como indivíduo ser opressor. Acho que mencionei boas razões do porque essa visão é distorcida, e estou disposto a aceita-la se alguém me der uma boa explicação do porque os meus contra-argumentos estão errados.

        Não sei porque vocês acham que falta empatia em mim, visto que eu faço tudo que é mencionado no outro texto (tirando, talvez, “dar pitaco”, que dependendo da definição da expressão, é o que estou fazendo aqui agora). Eu não neguei, nem nego, o maior sofrimento das mulheres sobre os homens por conta das pressões sociais, e sempre faço o que posso para ajudar que as mulheres tenham voz e sejam tão felizes quanto os homens, então não vejo qual é a razão de vocês acharem que tenho uma “falta de empatia”.

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      • Oi, Tiago. Vamos lá:

        Você vem aqui, num espaço de mulheres, lê um texto absolutamente detalhado (e escrito por uma mulher) que explica exatamente o que você perguntou, e que detona toda a argumentação que você mesmo criou no seu comentário.

        Mesmo assim, você diz que este texto não explica nada, que a Alice generaliza, e quer que a gente te explique tudo de novo, que a gente te convença – ou que a gente mude de ideia e diga que, realmente, nós estamos erradas e que você é um cara legal.

        Tiago, nosso papel não é te convencer de que você é opressor. Nosso papel não é te desconstruir e nem te convencer de nada; nosso papel é ajudar meninas a não caírem em papos como o seu. Simplesmente porque eles são falsos por definição.

        Se você não faz nada do que está no outro post, bom para você. Não faz mais que a obrigação. Mas acho que todos sabemos que isso não é verdade, né? Você pode não ter percebido, mas rolou. E tudo bem, isso não te torna “malvado”, só te torna homem dentro de um sistema patriarcal. E se você quer direitos iguais para homens e mulheres, poderia,no mínimo, descer do seu pedestal de quem não tem defeito algum e olhar para os pŕoprios erros.

        Este blog não é seu espaço de fala. Agora, se quiser entender um pouco mais, a gente sugere que você leia “O Segundo Sexo”, da Simone de Beauvoir. A introdução é pequena, deve ter umas 30 páginas, e é ótima para refletir.

        Fora isso, esperamos que você passe bem e que continue, como você diz, sem oprimir ninguém.

        E de novo, agradecemos a leitura!

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      • Olha, amiga, se você não precisa ser gay par defender o movimento LGBT, você não precisa ser mulher para ser feminista.

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    • cara… n liga pra isso. elas podem achar q vc está errado, mas só vao estar batendo em gente q nao propaga desigualdade. Até que se prove sociologicamente q todo homem é machista elas n podem afirmar isso sobre nós. Só vi tentativas de agressão gratuita para vc por vc querer pensar diferente do sistema. Pelo o q parece, esse espaço nao é democrático para opiniões como as nossas, mesmo q sejam em favor da igualdade. Apenas perceba q elas estao usando da força contigo para oprimir atos q vc nem faz. Se quer confirmar q os indivíduos escapam de seus meios sociais é só ler Weber, pois lá ele explica q o indivíduo tem escolhas. De resto, n “detoram” seus argumentos. Estao errados em dizer q todo homem é opressor, principalmente baseando pontos de partida como se fosse economia e afirmar isso sobre nós.

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    • Tiago, O que você disse faz todo o sentido. Esse conceito de “culpa de nascimento” é algo que eu abomino! Não, um homem não está errado apenas por ser homem. A menos que ele tenha atitudes machistas, ele não é machista. Usufruir dos privilégios de uma sociedade quando você simplesmente não tem escolha não te torna um opressor e ninguém é obrigado a viver com o estigma de “errado” por ser quem é.
      O conceito de feminismo não é algo biológico, é simplesmente a luta por direitos iguais sem distinção de gênero. E não se exclui alguém de uma luta pelo que a pessoa tem no meio das pernas! Isso é ridículo.
      Feminismo deveria ser algo básico, apenas uma vertente de pensamento essencial que qualquer um que não seja um completo babaca possui. Não é um clubinho da luluzinha, onde só quem tem vagina é “true feminista” (ainda que tenha vagina e perpetue o machismo todo santo dia).
      Apoiar uma luta não é tirar o protagonismo da verdadeira vítima (isso é outro caso), é apenas demonstrar empatia e bom senso.

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      • “Usufruir dos privilégios de uma sociedade quando você simplesmente não tem escolha não te torna um opressor”

        Essa frase, que está errada, é na verdade a CHAVE do que o texto está tentando dizer. (Parabéns pelo texto aliás, uma mente jovem e inteligente que promete. =) )

        Não que importe, mas eu tenho uma adição a fazer para que os homens entendam melhor (pois dói aceitar a realidade, então o homem se esforça para não compreender a fundo um texto feminista):

        Na verdade, se um homem, por mais “pró-feminista” que seja, USUFRUI de sua posição na pirâmide patriarcal, ao invés de usar todos os meios para sair fora dela, ele segue a mesma manada de bois que o machistão, chefe dos funcionários, que contrata homens e não mulheres, segue. Sim, ele é, querendo ou não, machista.

        Ao meu ver, e como eu disse, não que importe, há uma forma de um homem deixar de ser machista, que é fugindo da pirâmide. Escolhendo não participar desse sistema. Ao invés de tomar uma vaga em uma empresa machista, boicotá-la. Ao invés de receber dinheiro de um grande bilionário, boicotá-lo. Se você nasceu com condições para boicotar, boicote. E se não nasceu, busque todos os meios para conviver nas partes da sociedade que não promovem o usufruto dos privilégios patriarcais.

        Exemplo: Tiago se inscreveu em uma vaga de emprego numa empresa notória por contratar homens quando existe concorrência igual em números entre homens e mulheres, pelos motivos citados no texto da Alice. Tiago tem uma opção, apenas, que não o faz participar da camada opressora da pirâmide: Desistir da vaga, boicotar a empresa, procurar uma empresa que não faça essa distinção patriarcal, machista. Se Tiago disser “eu não sou machista, pois não faço ‘a b c d e’ coisas que as feministas dizem para não fazer, logo, não é culpa minha se sou homem numa sociedade patriarcal? É a mesma falta de culpa de um branco de olhos azuis que não matava judeus no nazismo. Já Schindler arriscou sua vida tentando salvá-los. Bom, não vivemos numa ditadura machista, embora isso não seja impossível, então, creio eu, boicotar o sistema patriarcal é uma opção viável para muita gente, PRINCIPALMENTE boa parte dos homens que vejo reclamando de textos como esse.

        Se você está posicionado dentro da pirâmide, no andar determinado para homens, no sistema patriarcal, e não boicota o sistema, você é machista. “Aquele que segue a manada de bois”.

        Então meu ponto aqui é que sim, é possível, embora difícil, deixar de ser machista. Ou pelo menos, nos momentos em que você percebe que há uma decisão a ser feita, tomar a que não é machista.

        Não significa que você se torna feminista, embora possa ser adepto da ideologia (pró-feminista), mas pelo menos, assim como um verdadeiro anarquista quando foge do capitalismo, você pode fugir do machismo.

        É minha visão desse tema. Não significa que sempre fui hábil em colocá-la na prática, até porque é relativamente nova, sujeita a revisões ou até total refutação.

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    • E Tiago… Vc poderia seguir me no meu blog: supernaturalworld777.blogspot.com porque eu gostaria que voce se juntasse a mim em um movimento que vou criar (androginismo) que apesar do nome feio rs é sobre igualdade de generos e protagonismos.

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    • Tiago, imagine a sociedade como uma pirâmide (gráfica). O homem está, desde o momento em que nasce, em uma camada superior dessa pirâmide de privilégios. Ele pode até não oprimir na prática, mas ele, enquanto homem, automaticamente privilegiado (como o texto explica muito bem, salário mais alto, maior chance de conseguir vagas de emprego, não precisa ter medo de abuso sexual e etv), faz “pressão” social sobre a camada abaixo dele na pirâmide.

      O melhor que você pode fazer é lutar pelo fim dessa barreira na pirâmide, isso é, por igualdade, e, no papel de membro da classe opressora, censurar sua própria classe quando presenciar opressões e pensamentos opressores sendo naturalizados.

      Vale lembrar que a pirâmide de gênero não é a única pirâmide de opressão, existe o racismo também, o elitismo, e é preciso compreender as diferentes opressões que muitas pessoas, inclusive homens, podem sofrer de andares acima de diferentes pirâmides.

      Mas não há como ignorar o patriarcado (nosso conjunto de privilégios institucionalizados).

      Abs. Qualquer coisa estamos aí.

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    • Tiago, você não entendeu! Você é um opressor só porque nasceu!
      Essa é a lógica da grande pensadora de 16 anos!
      Não adianta ensinar lógica, filosofia para quem não tem cérebro. Não adianta argumentar.
      Por que você perde tempo com isso? Se a pessoa escreve um texto do tipo e não percebe as incoerências gritantes no mesmo sozinha, não tem o que você pode fazer para que tal pessoa entenda que a opinião dela não faz sentido.
      Existem as feministas e as que acham que são feministas, não discuta com estas, as que têm baixo QI.

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    • Você deve entender que tais conceitos que você escreveu são apenas uma das interpretações possíveis. Não existe A VERDADE, UM CAMINHO, dentro do movimento feminista. Existem disputas de diferentes interpretações, cada uma reivindicando a sua realidade, o feminismo europeu da mulher branca de classe média é diferente das teorias e visões de mulheres latinas pobres, por exemplo. Segundo a sua visão o machismo é um tipo de privilégio de gênero adquirido e inseparável do homem, só aí podemos ter uma discussão de dias. Os movimentos sociais sempre estão em disputa, por discursos que se adequem as suas propostas políticas.

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  2. Thiago, gostaria de chamar sua atenção para um problema estrutural da sua fala, antes mesmo do problema contextual de ser uma fala que apesar de se esforçar por se pairar na lógica ainda é atravessada pela cultura e pelo seu gênero, sua fala se pauta em lógica, não apenas uma lógica lingüística e retórica mas na ideia fantasiosa de uma lógica pura, que sem o contato com a realidade é soberana sobre esta.
    Se o conceito etimológico de opressão fosse soberano sobre a realidade, você estaria mais próximo de estar certo, mas como pode ver, não vivemos em uma enciclopédia ou dicionário, e estas reduções são ineficientes, no mínimo e crassas na pior das hipóteses.
    Quando falamos de opressão em um contexto sociológico e filosófico falamos de uns estruturação da linguagem social, do discurso que o conviver histórico produz.
    Sua fala se insere neste meio.
    A desconstrução de opressores começa por aceitar seu lugar histórico.
    Inclusive se desvencilhando de seu lugar individual, que pode parecer de não-opressor, mas como você está mostrando é só uma outra forma de opressão.
    Ninguém tem a obrigação de te encontrar no debate retórico, ninguém tem a obrigação de te provar nada, quem exige provas é o sistema de coerção e repressão da lei, o pensamento crítico é construído coletivamente por aqueles que aceitam suas contradições e interrogações.
    Concluindo, sua base epistemológica não é capaz de dialogar com o problema proposto, essa mesma base se encontra atravessada pela ideologia cultural na qual está inserida, a ideologia machista. De um outro ponto de vista, você não pode se determinar não-machista, tanto quanto você não pode se excluir de um sistema capitalista.
    Sua existência é marcada por está cultura, como a minha. Nos resta aceitar a responsabilidade que nos cabe, inclusive abandonar, simbolicamente, o lugar de verdade de onde estamos acostumados a falar.
    Você recebeu algumas indicações de leitura, e de conduta, se deseja realmente ser pró-igualdade, pró-feminismo, exercite sua humildade e leia e pense mais antes de expor suas verdades prontas
    Grato pela atenção

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    • Luís, repare que a minha lógica não nega os fatos sociais em momento algum. Como eu disse, a opressão da sociedade em geral ainda continua. A diferença é que estou afirmando que nem todo homem oprime, e se nem todo homem oprime, nem todo homem é opressor. Ao taxar todos os homens de opressores, você está fazendo uma generalização, que na verdade, não condiz com a realidade. Isso é uma generalização etimológica, que leva a uma generalização social e prática. Isso inclusive se torna um preconceito, pois o raciocínio do texto projeta o comportamento da maioria dos homens a todos os homens.
      O nosso “lugar histórico” é inegável, concordo. O problema é você projetar esse histórico a todos. Aí que tá a falta de lógica.
      Eu não mandei, em nenhum momento, ninguém me encontrar num debate retórico. Se quiserem discutir ou não, é com vocês. Eu apenas estou questionando o pensamento do texto, e acho que o questionamento é o que move a sociedade, inclusive de todos os movimentos sociais. Questionar não é não ser humilde, como você parece inferir. Irei ler as outras referências que a moderação do site indicou, btw.

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  3. Eu li o texto três vezes, e ainda vejo que a única coisa que ela explicou detalhadamente, como você afirma, é o privilégio dos homens sobre as mulheres, que é a grande parte que concordo. O que autora, ao meu ver, não teve sucesso em fazer, foi providenciar uma boa razão para afirmar que “todo o homem é opressor”. As bases do raciocínio que ela usa para afirmar isso só são as vantagens que homens tem sobre mulheres na sociedade, e magicamente, ela chega na conclusão de que todos os homens são opressores. Como eu disse, a conclusão não possui os elementos das premissas. Ou seja, é uma conclusão infundada. Não quero que expliquem tudo de novo, apenas gostaria que me mostrassem onde está o link entre essa conclusão e as premissas.
    Para vocês visualizarem melhor, vou fazer uma assimilação com um raciocínio parecido com o do texto:
    “Os humanos matam vários animais para o alimento, e isso é cruel e opressor. Isso existe apenas porque há oprimidos, no caso os animais. Logo, todos os humanos são opressores, inclusive os veganos. ”
    Isso, ao meu ver, é uma generalização falaciosa.

    PS: Eu não falei que sou perfeito, mas que apenas não oprimo mulheres, como vocês afirmam que estou fazendo, sem ao mesmo me conhecer.

    Obrigado por responder.

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    • Tiago, no exemplo que você citou, acredito que os veganos realmente nao podem ser considerados opressores, por que eles não sao beneficiados pelos animais. No caso do homem, ele nasce e cresce sendo beneficiado pela opressão sofrida pelas mulheres (seja por mais chances de empregos, maiores salários, maior liberdade quanto ao modo de se vestir, falar, se higienizar). Da mesma forma que não veganos, que mesmo não matando animais, mas comem carne, ovos, leite, usam produtos de couro, cosméticos de origem animal, sendo então beneficiadas pela opressão que todos esses animais sofrem pra que tenhamos esses privilégios vindos deles. Não queremos machucar animais, mas vivenciamos isso e nos beneficiamos disso em nosso dia-a-dia, então somos opressores, ainda que indiretos.

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      • Olá Jaqueline!

        Bom, ainda não entendo como ter privilégios podem te fazer um opressor, porque privilégio não implica em causa. Não é porque você pode se vestir de certo modo que você está oprimindo alguém que não pode, por exemplo. Nesse caso, nem indiretamente você está causando a condição de quem não pode.
        Já no caso dos veganos, não os considero opressores porque não estão causando o sofrimento, e não porque não estão sendo privilegiados. E entendo não-veganos como opressores pois estão financiando o mercado que causa o sofrimento nos animais. Então me satisfaço com alguma causa indireta, mas não consigo entender como simplesmente ter privilégios, sem você causar a falta de privilégio em outra pessoa pode fazer com que você seja opressor.

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  4. Thiago, generalizações acontecem quando extendemos uma característica -individual- a um grupo de indivíduos.
    O que se faz na teoria feminista é mais próximo ao materialismo histórico: fazemos o contrário, tomamos o todo como ponto de partida. Da mesma maneira que no materialismo histórico se observa a organização político econômica a partir do coletivo de economias e nações, assim nos debruçamos sobre as relações de gênero.
    O coletivo masculino é marcado por uma série de condutas comuns em diversas sociedades, atualizadas e legitimadas por estruturas organizacionais controladas em sua maioria por homens.
    Quando dizemos que todo homem é opressor não fazemos isso ao dizer que -porque- alguns são todos o são. Falamos do coletivo teórico e empírico, interpretamos o machismo cultural como hegemônico, estabelecido em bases materiais.
    Todo homem é construído por uma cultura patriarcal, opressora.
    Assim todo homem é recebido no mundo como seu devido senhor por “direito”, de início é encarado como ” dono ” do mundo, eventualmente ensinado que também é “dono” dos indivíduos, em primeiro lugar a mulher.
    Não há excessões, não dentro de uma sociedade tão estabelecida.
    E neste ponto tenho de te pedir para estudar mais, esses conceitos são bastante estudados na sociologia, filosofia e história.
    E eles são bastante fundamentais.

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    • Luís, acho que você não está entendendo o que eu estou falando. Como disse anteriormente, os fatos históricos são inegáveis. Sei muito bem da opressão que a sociedade em geral faz sobre as mulheres. Conheço também a ideia de que há um ensino cultural discriminatório de homens e mulheres (o que não impede que haja uma superação deste). A minha crítica aqui é contra a generalização (também acho que sua definição de generalização está distorcida). Veja bem, se eu afirmar que “todos os cisnes são brancos”, e por acaso existir apenas um cisne negro, minha teoria estará errada, e terei de reformula-la.
      Como eu mostrei na minha analogia com animais na minha resposta ao outro comentário, se seguirmos essa lógica, vamos chegar a uma conclusão de que todos somos opressores. Veja aqui a analogia: “Os humanos matam bilhões de animais para o alimento, e isso é cruel e opressor. Isso existe apenas porque há oprimidos, no caso, os animais. Logo, todos os humanos são opressores, inclusive os veganos. ”

      Enfim, para tal conclusão de que “todos são opressores”, vamos ter que mudar a definição de opressão para “o indivíduo opressor é, por definição, aquele que faz parte de um grupo opressor, independentemente deste oprimir ou não”. Simplesmente não vejo sentido nessa definição, porque palavras são usadas para descrever sujeitos (que podem ser sociedades, ou indivíduos). Seguindo essa mesma lógica que vocês propõem, podemos falar isso: “Os alemães, na época do holocausto, eram opressores. Logo todos os alemães eram opressores, inclusive Shindler, que salvou mais de mil Judeus durante o período.”

      Ou seja, seguindo esse raciocínio, vai chegar uma hora que “opressor” vai ter seu significado tão distorcido, que toda a sociedade será classificada como tal, e por conseguinte, ela perderá o significado original (aquele que oprime) e virará uma palavra inútil. Isso seria uma consequência bem infeliz, porque perderíamos a noção da diferença entre homens que inferiorizam a mulher, e homens que não inferiorizam. E posso garantir que tem muito homem aí que não as inferioriza, e eu sou um deles. A não ser que você considere cumprimentar mulheres com beijos, e homens com um aperto de mão algo “opressor”. Se considera esse ato como tal, você está simplesmente banalizando a palavra.

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  5. Thiago, eu acredito que essa discussão de termos não influencia no dia a dia. Incomodado como você está em ser considerado da parte opressora da história pode fazer algo para se diferenciar dela. Não oprimir mulheres é sua obrigação e não um ato que mereça aplausos. O que te diferencia mesmo do lado opressor é quando você usa o privilégio que você TEM (querendo ou não) para mudar o seu dia a dia de alguém da classe oprimida.
    “Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.”
    Achei que esse video exemplifica isso que estou dizendo, apesar de falar sobre racismo: https://www.facebook.com/arquivosfeministas/videos/1695164780706786/?fref=nf

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    • Lígia,

      Acho que o termo influencia sim. Porque você injustamente está usando um adjetivo degradante a todos os homens, mesmo que eles defendam as mulheres e que não as inferiorizem. Eu não estou esperando que batam palmas para os homens que não oprimem, até porque acho que é uma obrigação óbvia de todos os homens ajudar o movimento, apenas estou pedindo que não nos chamem de opressores, porque eles simplesmente não estamos oprimindo. Chamar os homens que fazem a parte deles de opressores simplesmente não ajuda na luta contra as desigualdades, e ainda mancha o nome do feminismo. Estão botando homens que ajudam o movimento no mesmo saco dos homens realmente opressores.

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      • Tiago, você vem em um espaço feminista e fica dizendo que não é machista. Mas acaba oprimindo as minas que estão comentando simplesmente você não quer aceitar seu lugar de opressor.

        Porque você não é machista.

        Como é que VOCÊ vai ajudar a luta feminista assim?

        Querido, esse texto não é sobre você como indivíduo. Nem tudo é sobre você.

        O que você quer que a gente diga? “Cancelem o feminismo, esse cara está certo”? “vamos aceitar a sugestão desse homem e lutar como ele acha que temos que lutar”?

        Tem uma contradição bem básica aí.

        Este. Não. É. Seu. Espaço. De. fala.

        Você pode comentar o que quiser que não vai mudar nada. Vai respeitar as minas na rua, no bar, no ônibus, em todo lugar. E se você já faz isso, ótimo, não é mais que a obrigação.

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      • Se você considera discordar de alguma opinião uma opressão, acho que sua visão de opressão está mais distorcida do que eu pensava. Não estou pedindo para ninguém calar a boca nem nada. Estou apenas apontando contra-pontos porque realmente, no mínimo, não dá para entender o argumento do texto.

        Ao falar “todos os homens”, você está dizendo que todos os homens, como indivíduos, são opressores, e é isso que não concordo.

        Pedir educadamente para que não chamem indiscriminadamente todos os homens de opressores, e expor razões para tal não é o mesmo que dizer que se deva acabar com o feminismo. Uma coisa não exclui a outra. Ajudo o movimento feminista em apontar o machismo errôneo de outros homens, em não inferiorizar mulheres, e várias outras coisas. Não estou “mandando” que aceitem minha opinião, ou seja, não estou oprimindo. Só acho que se a única razão para não aceitarem minha opinião for porque sou homem, vocês estão simplesmente sendo ilógicas (isso se chama viés social). Já vi mulheres, feministas, falando a mesma coisa que expus aqui, e se minha opinião estiver correta, a verdade independe de quem a fala.

        O significado de oprimir é “dominar ou impor com brutalidade, com autoritarismo”. E eu não estou sendo um agente autoritário em expressar minha discordância. Por outro lado, o ato de me mandar silenciar já se enquadraria como um ato de opressão.

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      • Isso aqui não é um blog feminista. Não é um espaço de argumentação e trocas.

        É um culto. Por isso que a lógica não importa. Preconceito é afirmar coisas sem argumentos ou continuar preso a uma ideia mesmo depois de ela ser mostrada como infundada.

        Parabéns, Tiago. Sua paciência é grande e seu apoio real ao feminismo é exemplo a outros.

        Mais informações sobre argumentos falsos:
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Apelo_ao_preconceito
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem

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      • Oi, Draco, que pena que você pensa assim. Mas queremos lembrar que nesse mesmo post, colocamos uma bibliografia modesta de alguns textos e artigos (e até com um video) que embasam nossa fala. Não usamos artigos da wikipedia, usamos textos acadêmicos de verdade.

        Preconceitos? Acho que você quer dizer que ferimos seu ego, caso você seja homem.

        E não acreditamos mesmo que homens possam ser feministas. Aqui não é mesmo um espaço de criação de conhecimento para homens, é um espaço de e para mulheres.

        Agradecemos a leitura!

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      • Li todos. Inclusive os links do blog.

        Os textos acadêmicos não foram publicados em artigos científicos? Se foram, acho que cabe muito citar a fonte no texto publicado no blog.

        E agradeço enormemente a gentileza de me passar tal fonte.

        Muito obrigado!
        Obs: Não acho que linhas radicais são consideradas profundamente sérias e globais.

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      • Obrigada por ter lido 🙂 essa é a nossa linha e, por mais que seja difícil entender, vamos continuar com ela porque entendemos que essa é a melhor forma de luta.

        vamos tentar criar uma biblioteca maior sobre o assunto, fique atento ao blog. Tudo bem você não concordar, mas que legal que você trouxe novos argumentos. Vamos conversando. De novo, obrigada pela leitura!

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      • Da fala do Luís:
        “Todo homem é construído por uma cultura patriarcal, opressora.
        (…)
        Não há excessões, não dentro de uma sociedade tão estabelecida.
        (…).”

        As mulheres também são construídas por uma cultura patriarcal opressora. E quem diz que não há exceções, é o Luís.

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      • Draco, de novo, essa é a sua opinião. E de novo: não se trata de homens não poderem lutar pelo feminismo; se trata de entender que as mulheres são sim protagonistas. Em vez de falar, que tal escutar um pouco o que as minas têm a dizer?

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  6. De acordo com sua lógica, então:
    – Por vivermos numa sociedade racista, e como não-negros, por exemplo, usufruimos da sociedade racista, logo, todos somos racistas.
    – Por vivermos numa sociedade homofóbica, e como não gays, bi, transex ou travesti, e por usufruírmos da sociedade homofóbica, então, somos todos homofóbicos.
    – Por vivermos numa sociedade intolerante, e por usufruirmos da intolerância, então, somos todos intolerantes.

    E por aí vai…

    Tem certeza disso? Tem mesmo?

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    • Priscilla,

      As pessoas são fóbicas para com as minorias porque têm privilégios. Um homem é machista porque exerce seus privilégios, assim como os brancos em relação aos negros e os heteros em relação aos gays. Isso é fato. E é um fato social, e não pessoal.

      Por que é tão difícil parar de olhar para o próprio umbigo e admitir que você tem, sim, preconceitos? O primeiro passo para desconstruí-los é admiti-los. 😉

      Você pode estar em desconstrução, mas olhando por uma ótica social, tem fobias enraizadas. E não é sua culpa, você não é má por isso, só é uma pessoa vivendo em uma sociedade patriarcal, racista e heteronormativa.

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    • O que a Priscilla disse é exatamente o que quis apontar no texto. Estão agindo como se não houvesse exceções, e como se fosse impossível uma pessoa se desconstruir da influência da sociedade. Esse raciocínio de generalização nos impede de ver quem realmente é opressor e quem não é.

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      • Mais uma vez (já é a terceira): não é pessoal, é social.

        E poxa, coitadinho, está sendo silenciado 😥

        Imagine ser silenciado DE VERDADE a sua vida inteira.

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      • Ao falar “todos”, é pessoal sim.

        Não estou me fazendo de coitadinho nem negando a opressão cultural sofrida pelas mulheres, só estou mostrando que seu comportamento é hipócrita.

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      • Cuidado que a hipocrisia vai estuprar você, te enfiar num padrão de beleza esdrúxulo, sexualizar você desde pequeno e depois entar te ensinar a lutar contra isso.

        agradecemos a participação.

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  7. Priscilla, não somos. Eu vivo numa sociedade racista e como não sou racista posso tomar parte da vitima em algum momento que ela esteja sofrendo racismo e defendê-la. Posso discutir com alguém que é racista para tentar mudar um pensamento, Posso fazer alguma coisa, já que eu tenho o privilégio (mais ou menos, porque sou filha de mãe negra) para mudar um pouquinho a sociedade racista. Agora, se eu escolho não fazer nada mesmo concordando que aquilo é errado, na verdade fiz a escolha da omissão e isso é escolher um lado também.

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  8. Pessoal, entendam uma coisa: esse texto NÃO é um ataque pessoal aos homens. A autora NÃO está dizendo que todo homem é malvado, nem que todo homem é estuprador, nem que todo homem é desrespeitoso.

    O que ela disse é que TODO HOMEM TEM PRIVILÉGIO dentro de uma sociedade patriarcal (senão, não seria uma sociedade patriarcal).

    Repetindo: você PODE ser um homem que respeita as mulheres e que tenta desconstruir preconceitos, mas isso não apaga o fato de que você tem privilégios e que faz uso deles (porque simplesmente você não tem a escolha de não usa-los).

    se o privilégio do homem em relação à mulher é machismo e
    se todo homem tem privilégios, todo homem é machista DENTRO DA NOSSA SOCIEDADE, numa ótica GENERALIZANTE E SOCIAL.

    Ok? Agora parem com as lágrimas de homem em página feminista e vão fechar as pernas no banco do ônibus.

    Gratas pela leitura!

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  9. Opressão é questão de instituição
    Instituição como estrutura da sociedade

    Thiago, vai ler meu querido, vai estudar, você ganha mais.
    Sua opinião é limitada pela sua falta de conhecimento, e opinião não faz nada no mundo, estuda, proponha fatos e construa teses, defenda-as em uma discussão com pessoas estudadas, depois disso tudo, se você ainda achar que a sua santa opinião está acima da dos outros, dos protagonistas de uma luta ainda por cima, volte a estudar que não foi o suficiente

    A alguns (vários) posts seus você ainda não estava oprimindo ninguém, agora já está, e ta ficando chato.
    Podia ter perguntado com humildade
    Abre mão cara
    Assume o erro e segue em frente

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    • Luis, não se esconda atrás da falácia “vai estudar”. Conheço muito bem os fatos históricos, e o mecanismo da sociedade que geralmente produz o machismo. Se fosse por falta de conhecimento eu estaria negando esses fatos. O que não estou entendendo, e o que discordo até agora, é essa lógica de que se a sociedade é de tal jeito, todo individuo da sociedade é. Sou um ávido leitor de estudos sociais e nenhum trabalho respeitado no mundo científico que eu li faz generalizações do tipo. Pelo contrário, se usa muito a palavra “tendência”, como em “foi observado uma tendência a tal comportamento”. Também se usa muito ” a amostra não mostra que o comportamento observado no grupo x necessariamente é presente em todos os indivíduos do grupo.”

      Não me parece que você está disposto a mudar de opinião, e considero isso uma falta de humildade. Vim pedir esclarecimentos por conta da minha diacordância do raciocínio do texto e fui recebido com “vai estudar”, “este não é seu espaço de expressão”, e afins. Acho que achar que o outro deve estudar mais porque este discorda de você é que é falta de humildade. Eu, no momento, acho que o raciocínio do texto está errado, mas se houver alguma evidência que me mostre que na verdade eu que estou errado, estou disposto a aceitar. Se você não pensa do mesmo jeito, acho que você é quem precisa rever a própria humildade.

      Quando fui opressor em minhas falas? Discordar de alguém é opressão agora?

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      • Não estou querendo ensinar o que é feminismo. Apenas estou discordando de uma parte do que vocês falaram. Se achar que “todo homem é opressor” é essencial para o feminismo, então eu discordo da sua vertente de feminismo, até que eu veja boas evidências para sua afirmação. Digo “vertente” porque já vi feministas discordarem dessa visão do texto, e que sei que existem alguns subgrupos no movimento.

        Como gosto de dizer: “afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”. Mas ok, deixarei vocês em paz. Alguma outra indicação além da Simone? Gostaria muito de saber de onde estão tirando essas afirmações.

        Agradeço desde já.

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      • Tiago, vou reproduzir uma parte do texto “Nem todo homem odeia mulheres, mas todo homem se beneficia do sexismo”, da teórica feminista e colunista do The Guardian Laurie Penny. Acho que te diz respeito, veja só:

        “A resposta apropriada quando alguém exige uma mudança nesse sistema injusto [do sexismo] é ouvir, em vez de virar as costas ou gritar, como uma criança faria, porque não é culpa dela. E não é sua culpa. Eu tenho certeza que você é adorável. Mas isso não quer dizer que você não tem responsabilidade de fazer alguma coisa a respeito disso.

        Sem evocar estereótipos maçantes de gênero sobre capacidade de realizar multitarefas, nós todos podemos concordar que é relativamente fácil armazenar mais de uma ideia no cérebro humano. O cérebro é um órgão grande, complexo, mais ou menos do tamanho e do peso de uma couve-flor bem feia e podre -– e ele tem espaço para muito lixo, tramas de TV e até o número dx ex que você não deveria ligar depois de seis doses de vodka. Se ele não pudesse armazenar grandes ideias estruturais e, ao mesmo tempo, algumas pessoais, nós nunca teríamos descido das árvores e construídos coisas como cidades e cineplexes.

        Então não deveria ser tão difícil explicar para o homem médio que mesmo que você, indivíduo, cuidando da sua vida, comendo cereais e jogando BioShock2, não odeie ou machuque as mulheres, homens como um grupo – homens como uma estrutura – certamente o fazem. Eu não acredito que a maioria dos homens seja tão estúpida para não entender essa diferença, e se não entendem, precisamos intensificar nossos esforços para impedir que eles comandem quase que a totalidade dos governos globais.”

        O texto traduzido está aqui: http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2014/05/nem-todo-homem-odeia-mulher-mas-todo.html

        e o original, do NewStatement, aqui: http://www.newstatesman.com/2013/08/laurie-penny/men-sexism

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    • Luís
      São pessoas inteligentes e sensatas como você que nos enchem de esperança.
      Gratidão!

      Aos que não entendem ou se negam a entender: não tomem para si, enquanto indivíduos o discurso.
      Eu sou mulher e branca, não sou racista e nem homofóbica.
      Quando ouço algum movimento de combate ao racismo discursando que os brancos oprimem os negros, não somente não me ofendo, como também concordo. Não estão falando da Alessandra número de CPF n º xxxxxxx, estão falando de fatos históricos que perduram até hoje, infelizmente.
      Quando ouço discurso da luta contra homofobia dizendo que a sociedade heterossexual discrimina os homossexuais, não me sinto ofendida, pois novamente não estão falando da Alessandra CPF nº xxxxxxx, assim como quando falam de religiosos que incitam o ódio, não estão falando da minha tia super legal que aceita a todos como são e é uma carola de igreja, estão falando de comportamentos sociais.
      Imaginem só um discurso feminista tendo que ter uma lista com nomes de homens que não oprimem e de mulheres que não se sentem oprimidas. Complicado, né?
      E mesmo querendo muito mostrar para negros e gays que estou ao lado deles, que quero ajudar a combater o preconceito, enquanto uma mulher branca e heterossexual, não posso me apropriar dos discurso deles. Simplesmente não posso. O melhor é ouvir, refletir e aprender, para aí sim ajudar, mas nunca poderei me apropriar do discurso.
      Lógico que em situações de fragilidade, que não haja reação de um negro ou um gay por qualquer razão que seja, eu tenho obrigação de defendê-lo, mas do contrário, tenho que ouvir o que eles tem a dizer.

      Sim, sou opressora. A história me mostra isso, o cotidiano também. Infelizmente sou opressora em determinadas situações.

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  10. Vocês não responderam e não refutaram meu argumento em momento algum e não se envergonhem dizendo pras pessoas se “desconstruirem” achando que isso é um argumento válido.
    Autocrítica é necessário, ainda mais qdo se pretende ser formadora de opinião.
    Leiam e estudem mais a discussão contemporânea acerca do gênero e saiam um pouco da internet. Ler um livro, artigos de especialistas vai bem.

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    • Pois é, Priscilla. Argumentei de modo parecido com o seu. E até agora, vi mais ad hominem e distorções de palavras do que contra-argumentos precisos.

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    • Priscilla, acho que você não leu nosso comentário dizendo que, sim, nessa linha de pensamento, todo branco é racista é todo hetero é homofóbico.

      E, de novo, não é questão de moral, é questão de normatividade. De fundamentos da sociedade. O que queremos dizer não é que todas as pessoas são malvadas (até porque essa visão de mundo seria bem maniqueísta), mas que as pessoas que têm privilégios mantêm seus privilégio de alguma forma. Essa forma se chama OPRESSÃO, e ela se manifesta por meio da normatividade. No caso, estamos falando da normatividade do homem. Mas você pode aplicar isso aos brancos sobre negros ou aos héteros sobre os gays, sim.

      Porque o “certo”, frente à sociedade atual, é ser hetero, branco, rico e homem. Todo o resto é posto de lado, seja por meio da violência, seja por meio da exclusão social, seja por meio da exclusão do mercado, seja por meio da ridicularização intelectual, como nosso amigo Tiago faz aqui.

      De novo: NÃO é uma questão pessoal, é uma questão SOCIAL, de NORMA, de FUNDAMENTOS e BASES da sociedade.

      E, se você quer indicações de leitura que fortaleçam nossa linha de pensamento, sugiro Simone de Beauvoir, que já citei aqui e é a mais óbvia, Laurie Penny (que escreve justamente sobre todo homem ser machista neste texto: http://www.newstatesman.com/2013/08/laurie-penny/men-sexism, e que foi traduzido no Escreva, Lola, Escreva). Também temos a esse material sobre feminismo radical que é bem bacana porque explica gênero: https://materialfeminista.milharal.org/2012/08/02/traducao-falando-sobre-genero/ (esse site é legal porque tem vários artigos de radfem grátis e traduzidos). Tem também esse texto da Débora de Fina Gonzalez (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742014000100015&lang=pt) sobre machismo velado. A blogueira feminista Jarid Arraes também fala bastante sobre isso, se quiser seguir: http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/. Ah, e a Djamila Ribeiro, outra feminista negra famosa, fala bastante da questão de que todo branco é racista (que é o paralelo que você fez).

      Isso é só o básico que estudamos para criar este blog. Esperamos que te ajude a entender melhor nosso ponto de vista!

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      • Obrigado pelos links, ‘Eu, tu e elas’. Até agora, li apenas o artigo da Laurie Penny, do seu comentário anterior, mas irei ler o resto assim que puder.

        Até agora, pelo que eu li, ela apenas mostra os privilégios dos homens sobre as mulheres, mas não mostra como se beneficiar do sistema (ex. não ser assediado na rua) possa ser uma opressão. Também não refuta o meu exemplo de Schindler. Ele, como indivíduo, se beneficiava do sistema alemão nazista (no sentido de que ele não era torturado), mas salvou milhares de judeus (ou seja, cumpriu uma obrigação moral, e não era um agente opressor). Os veganos também são exceção de um sistema de opressão sobre os animais. Ou seja, acredito que esses exemplos mostram empiricamente que não é porque um sistema é de um jeito, que os indivíduos pertencentes ao sistema são necessariamente do mesmo jeito. Existem vários outros exemplos envolvendo gays, negros, e outras minorias. Se quiser mais, posso citar depois. Enfim…. lerei os outros textos que você citou aí em cima para ver se consigo achar uma refutação ao meu argumento.

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      • Tiago, vamos lá:
        1) o benefício do homem é não sofrer violência. Esse é o ponto: a opressão não é como você, o indivíduo Tiago, lida com o assédio nas ruas (para usar seu exemplo), mas como esse assédio existe e você, Tiago, não pode fazer nada para mudar isso. Simplesmente porque está fora das suas mãos.

        2) Sobre o Schindler: ele escolhia quem ia viver, mas, ao fazê-lo, também escolhia quem ia morrer. Já pensou nisso? Não era culpa dele, nem uma escolha direta, mas ele tinha esse poder. Ele era, assim como você, só parte do sistema. Um indivíduo opressor dentro de uma lógica opressora. Ele não gritou “esperem, isso está errado, vou morar na Suíça”. Não: ele continuou se beneficiando do sistema nazista enquanto alemão, mesmo salvando judeus. De novo: não estamos falando do nível moral (tenho certeza de que ele era “bondoso”), estamos falando do nível social

        3) Sobre a questão do veganismo, tem um vídeo bem bacana que faz um bom paralelo do feminismo radical para essa escolha. Não sei exatamente em que ponto do vídeo ela fala de veganismo, mas acho que é mais para frente, passando a metade: https://www.youtube.com/watch?v=Ot8cBm0YmXo (está em inglês, mas tem legendas)

        Mas assim, Tiago, eu realmente estou cansada e tenho outros textos para editar e publicar. Você não tem mais nada para fazer além de entrar em um blog que é um espaço de mulheres e ficar refutando comentário atrás de comentário para mostrar o quanto você não é machista?

        Você não vai quebrar meus argumentos, e, mesmo que quebre, não vai me fazer mudar de opinião quanto à natureza do machismo. Então, qual é o ponto?

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      • Obrigado por me responder mais uma vez, e desculpe por tirar mais um pouco do seu tempo. Eu realmente considero a luta do feminismo muito importante, e acho que o diálogo é essencial (inclusive entre homens e mulheres). Estive com um tempo livre esses dias, então me vi inclinado a discutir sobre assunto. Anyway, me permita apontar algumas coisas sobre seus últimos comentários:
        1) O sufixo “or” em “opressor”, assim como “professor” e “lutador”, é usado para determinar que o sujeito é o agente de alguma ação. Agente é quem age, ou causa alguma coisa. Logo, o opressor é aquele que é a causa da opressão. Se a pessoa em questão não causa a ação de oprimir, ela não é opressora. Então, não ser abusado na rua não é uma ação de opressão de “quem não é abusado” (no caso o homem). Se não há relação de agente causal com o ato, o termo não é apropriado. E por aí vai.
        2) Schindler não teve escolha. Se ele tivesse escolha, salvaria todos os judeus. Se ele não salvou alguns, é porque se tentasse salva-los, ele seria preso, e consequentemente nenhum judeu seria salvo. O agente da opressão não era ele, mas sim o Estado nazista. Ele foi forçado a agir do modo como ele agiu. Se ele tivesse fugido para outro país, ele também não seria considerado opressor, pois não iria estar causando a opressão em ninguém. Mas ao mesmo tempo, foi mais moral ele ter ficado e salvado os judeus, do que se tivesse ido embora.
        3) O que a menina disse sobre veganismo, pelo menos na pequena parte que pude ver, era que “ao deixar de comer carne, o vegano não ajuda a destruir o sistema”. Bom, acho que vou ter que discordar dela, pois o veganismo é um boicote ao sistema, e embora eles sejam uma minoria, não estão sendo causa direta ao investir o dinheiro deles no sistema. O número de veganos tem crescido com o tempo, e isso a ajuda a diminuir o níumero de animais sofrendo por conta disso. Nesse caso, me consideraria um opressor desses animais de fazenda, pois como carne, mas não me orgulho mesmo disso. Estou tentando melhorar nesse quesito ao comer menos e menos carne.
        Respondendo a sua pergunta, qual é o ponto? ->> Como eu disse, acho que o feminismo é muito importante para chegarmos a uma sociedade justa, e do ponto de vista prático, acredito que atribuir o adjetivo pejorativo “opressor” a todos os homens pode fazer com que meninas sintam que todos os homens são inimigos. Você não deve achar isso, pelo que vi você falar, mas já vi muita menina agindo assim. Não acho que ver a sociedade como “eles contra elas” ou “elas contra eles” seria saudável para o objetivo que queremos alcançar: o de justiça. Pra mim, o diálogo é importante, e a informação sobre essas injutiças devem ser espalhadas para todos, sem conflitos de grupos (que é justamente o que causou o machismo).
        Note que mesmo que eu não considere os que não causam a opressão diretamente ‘opressores’, acho moralmente correto os homens terem papéis ativos em apontar o erro dos que causam diretamente. Então nesse ponto, estamos no mesmo barco.

        Lerei os outros trabalhos que você citou, de qualquer modo.

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      • Sim, Tiago. Veganos continuam, infelizmente, sendo opressores por causa de toda uma construção cultural e econômica de exploração aos animais. Apesar de nós não comermos mais carne ou seus derivados ou de boicotar empresas que testam seus produtos em animais, infelizmente, não é possível fazer isso 100%. Estamos em um processo sem fim de aprendizado, de desconstrução. É impossível boicotar tudo por causa da sociedade em que vivemos ou simplesmente pelo fato de que a cada dia que passa estarmos recolhendo mais e mais informações, sendo das atitudes empresariais ou não. Lutamos pelo direito à vida digna dos animais e mesmo assim continuamos, infelizmente, oprimindo, mesmo que não queiramos. Oprimimos bem menos que antes? Sim, porém ainda o fazemos. A questão é que meu papel no veganismo, assim como o seu no feminismo, é entender que não estamos livres de sermos opressores por causa de toda uma construção social. Devemos entender isso e reconhecer para que assim possamos seguir um longo caminho de desconstrução, evoluindo e lutando pelos ideais a cada dia que passe.
        Provavelmente você não irá ler isso, pois só vi a discussão e comentei aqui bem depois, mas espero que quem chegou atrasado, assim como eu, consiga entender.
        Abraços

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  11. Vices estado tomando a parte pelo todo
    Quando dizemos que a sociedade, em sua parcela masculina, é sexista por definição é análogo a dizer que a sociedade em sua parcela consumidora dentro de um sistema capitalista é exploradora.
    Todos nós que vivemos dentro de uma sociedade de classes, em um sistema capitalista moderno industrial neo-liberal exploramos alguém dentro da hierarquia dos meios de produção.
    Da mesma maneira que a sua classe está sistematicamente assegurada pela exploração da mais valia trabalhadores, a soberania masculina em um mundo patriarcal e falocentrico está assegurada pela manutenção da diferença de poder entre homem e mulher.

    Olha não da pra explicar mais simples que isso.
    Nesse exemplo, a partir de uma visão dialética, vemos como eu, que vivo uma vida de classe média, só posso me dar ao luxo de ir ao cinema após o expediente por que existem milhões de pessoas no mundo trabalhando ininterruptamente pra que exista: cinema, expediente, pipoca, carros, shoppings, etc.
    Da mesma maneira eu, homem, mantenho a segurança de que tenho poder, na medida em que as mulheres são caladas, tenho chances maiores de ser escolhido para um emprego, ando com mais tranquilidade na rua sem medo de ser estuprado e não sou subserviente em casa, dentre milhares de coisas que eu nem percebi por que estão extremamente ligadas ao meu modo de ser.
    No caso da hierarquia de consumo, exploração, no caso de manter meus privilégios, opressão.

    Em nenhum momento incorri num ad hominem, te aconselhei a ler mais por que o que você de fato leu não se mostra o suficiente para esta discussão. Se a dialética social marxista parece generalização é por que você ainda não leu o suficiente, o mesmo vale pra dialética feminista.
    Um bom livro pra pegar isso em outro contexto totalmente diferente é a banalidade do mal da Hanna Arendt

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    • Draco, achamos que você não entendeu. Não se trata do homem não poder lutar pela causa feminista. Se trata de ele perceber que nessa luta a mulher é protagonista, entende? Essa palestra é muito bacana!

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      • Quem luta por uma causa, faz parte de um movimento. O movimento em prol da igualdade de gênero é o feminismo. Quem luta por tal causa é feminista.

        Propagar divisão de forma agressiva entre “apoiadores” e “inimigos” ou filtrar argumentos pela fonte em “homens” ou “mulheres” são atos de desunião e preconceito (originados do medo).

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    • Ele será machista se for criado dentro da lógica binária de gênero. Não é só a mãe que cria o filho. Mas a criação da mãe pode desconstruir isso e fazer com que o filho perceba os privilégios que a sociedade lhe dá.

      Mas vamos lembrar que “machista” não é o mesmo que “uma pessoa ruim”: é só uma forma de dizer que homens, na nossa sociedade, têm privilégios.

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  12. Chata. Aqui vai uma nota da realidade essa é a vida para de resmungar e vai lutar. Todo mundo tem suas dificuldades, cresce ai.
    Boa sorte

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  13. Feminista é a pessoa que acredita que pessoas devem ser tratadas de forma igual perante a lei e perante a sociedade com uma visão independente do sexo do indivíduo. Querer mudar a definição da palavra é um exercício arbitrário que descaracteriza o movimento. Não seja a razão da existência dos anti-feministas. Por favor

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    • Isso é o que você acredita, Sofia, e a opinião da autora é dela. Acreditamos que ela explicou bem o ponto dela, e se você quiser desenvolver um texto embasado como é o dela explicando a sua opinião, ficaremos felizes em publica-lo!

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  14. Não… não é o que eu acredito, é a definição do termo feminista. Eu fiz uma busca rápida na internet e li os primeiros 15 resultados, que incluía os dicionários mais usados no brasil, e NENHUM definia a palavra como a autora trata o texto a usou. Seria o mesmo que dizer que todo branco é racista por ter privilégios… Ela simplesmente está mudando a definição de uma palavra de forma arbitrária… Aliás, todos os argumentos dados para excluir o homem do feminismo foram arbitrários.

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      • Não tem nada que estudar sobre isso, a definição de uma palavra não é uma questão de opinião, simplesmente é o que ela significa, é o que ESTÁ NOS DICIONÁRIOS, e a autora cometeu uma grande falácia trocando o significado da palavra.

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      • Bom, mas até aí, “homossexialismo” era uma palavra que significava uma doença até pouco tempo atrás. A gente pode muito bem ressignificar palavras, tomar posse delas e usa-las a nosso favor na luta. Então, sim, se trata de estudar. Roland Barthes fala muito disso, da linguagem enquanto conteúdo. Se quiser entender um pouco mais, você pode ler um livrinho dele que é na verdade a transcrição de uma aula. Chama “Aula”. Você também pode estudar a Marcha das Vadias e como elas ressignificaram o termo “vadia” e tomaram posse dele, transformando-o em objeto de empoderamento. Enfim, são várias outras fontes que não o dicionário – até porque ele também está sempre em revisão, né? O termo “mulher”, por exemplo, em dicionários mais antigos, era algo como “ser inferior ao homem”. Então, né, vamos sempre estudar sim e entender mais?

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      • ‘Eu, tu, elas’ acabou de assumir que muda termos de forma arbitrária… Palavras realmente mudam de significado, mas quando elas mudam, são de forma natural, e não artificial. Acontece, também, que se formos usar a ideia de que “palavras mudam de significado” sem critério nenhum, veremos um resultado absurdo, e ninguém se entenderia com ninguém. A autora do texto se baseia em critérios rasos, e faz generalizações míopes, então não é uma mudança aceitável nem artificialmente.

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      • Homossexualismo era empregado erroneamente como uma doença, a ciência nos mostrou que não era, por isso a abandonamos. Eu não estou dizendo que a palavra feminismo não pode adotar outros significados, mas que a definição que a autora tenta impor é arbitrária. Ou seja, está mudando simplesmente pra suportar o ponto de vista dela. Ainda que ela consiga enfim acrescentar algum significado à palavra, isso não faz com que a palavra feminista deixe de se aplicar a homens que são a favor da igualdade de gênero, social e legalmente.

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      • A definição empregada pela autora é uma das interpretações do que seja feminismo. Não é arbitrária, tem a ver com lugar de fala e protagonismo. Não foi essa autora que criou esse significado: procura mais sobre feminismo radical e você vai saber.

        Mas quer saber? Tranquilo. Você tem a sua opinião e a sua vertente, e nós temos a nossa.

        Mas queria te apontar uma coisa. Olha que interessante: em um blog que deveria ser sobre mulheres, estamos há meses discutindo homens.

        Por que você não pode deixar estar e ler outros textos? Ou escrever para nós? Por que homens precisam ser o centro do nosso papo sempre? Por que te incomoda tanto?

        A gente não acha que todo homem é malvado. Mas defendemos que a opressão é estrutural.

        Bom. Aqui é um espaço feminino. E veja bem: este é de longe o texto mais comentado. Por homens. Já recebemos comentários de homens mandando a gente ir tomar no cu – olha só que feministas!

        Quer dizer, se eles não podem falar no meu lugar, então o feminismo é uma merda?

        Sofia, a gente não quer mostrar que você está errada. A gente quer acolher você, mulher, e mostrar que aqui é seu espaço de fala. E a gente vai defender até o fim esse espaço.

        Vamos parar de falar de homens?

        A gente não vai mais discutir sobre. Se você quiser muito responder, manda um email para a gente e continuamos.

        No mais, tenha um bom dia.

        (Digo tudo isso tendo fé que você é realmente uma mina, e que não está fingindo que é uma só para que a gente responda com mais paciência, porque se for o caso, meu amigo, você realmente não tem o que fazer e jamais vai entender o que a gente tá querendo dizer)

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  15. É um absurdo dizer que todo homem é machista, todo branco racista e todo hétero homofóbico. Sei que existem os preconceituosos, mas não é certo dizer que todos os homems, brancos e heteros são opressores. Não podemos fazer nada se A SOCIEDADE é opressora com essas pessoas. Culpe a sociedade, mas não diga que todos nós somos opressores, pois isso não é verdade.

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    • .. Ué. Você por acaso é um ser à parte na sociedade? Você faz parte da sociedade, meu bem. É opressor sim, embora isso não queira dizer que você é uma pessoa ruim. Leia os nossos comentários anteriores se quiser entender, se não quiser, também, adeus porque não vamos repetir tudo.

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      • Existem pessoas e pessoas. Tem quem seja opressor e que se acha superior? Tem. Mas vocês não podem dizer que TODOS os homens são opressores. E quando eu disse sociedade eu estava querendo dizer que não somos nós que dizemos que somos superiores (porque, pelo meu ponto de vista, somos todos iguais). A nossa cultura, por assim dizer, que diz que a mulher é submissa. Não é nossa culpa.

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  16. “O feminismo, por definição, é acreditar que tanto homens como mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais. É a teoria política, econômica e social da igualdade de sexos”. – Emma Watson (embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres). A partir do momento que o homem acredita que ambos sexos devem ser iguais, ele é considerado feminista. Não somos todos machistas.

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  17. “Quando eles estiverem livres, as coisas vão mudar para as mulheres como consequência. Se homens não têm que ser agressivos, mulheres não serão obrigadas a serem submissas. Se homens não têm a necessidade de controlar, mulheres não precisarão ser controladas. Tanto homens quanto mulheres deveriam ser livres para serem sensíveis. Tanto homens e mulheres deveriam ser livres para serem fortes”. -Emma Watson
    É só olhar pra comunidade LGBT. É só olhar para os padrões de sociedade. É só procura saber um pouco mais sobre os homens que procuram acabar com a sua própria opressão induzida pela sociedade. É só estudar mais 😉
    Existem mulheres machistas sim, ok? Sabe quando a mulher é titulada de “recatada e do lar”? Sabe quando as avós dizem para suas netas e filhas para aprenderem a cozinhar para arrumar um marido? Então.

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  18. Olá.
    Entendi o texto, e gostaria de debater umas ideias sobre ele, principalmente em relação à transexualidade.
    Homens trans ou já foram identificados por certas pessoas da sociedade -ou ainda são- como mulheres, talvez por erro na hora de ver o genero do cidadão ou porque o homem ainda nao tinha começado a transição. Então a gente já sofreu/sofre um machismo direto por ter tido uma vagina, e sofre por ser trans (altos índices de assassinatos, por exemplo). Além disso, temos melhores noções de empoderamento e desconstrução justamente por já termos nos apresentado como mulher e termos sofrido o machismo típico que mulheres sofrem. Por que nós, então, não podemos ser considerados então feministas? Lutamos para que ninguém tenha que passar o que passamos, principalmente nossas irmãs. Além da luta, sofremos o machismo na pele. Não é isso que caracteriza um feminista?
    Além do mais, vejo que o machismo prejudica muitos homens também, com sua estrutura do patriarcado e homofobia. Por exemplo, garotos quando crianças são desencorajados de fazer balé e outras atividades (brincar de barbie, por ex) porque “isso é coisa de mulher”, são ojerizados e, portanto, sofrem um tipo de violência, podendo ter sérias consequências, como depressão. Isso é, a meu ver, um tipo de machismo (muitas vezes misturado a homofobia). Talvez não seja um tipo de opressão tão severo quanto o machismo mais tipicamente impresso às mulheres, é muito mais ‘light’ que ter altos índices de assassinatos, mas bem ou mal é um tipo de violência. Logo, para mim, homens que também sofreram marcas do machismo podem se chamar de feminismo.
    Aí entra outro ponto: até onde vão as marcas do machismo fortes o suficiente para tornar alguém feminista? O quão violento o machismo tem que ser com um grupo para que os membros dese grupo sejam considerados feministas? Tem que matar? Criar depressão? Abaixar salário? Além do mais, obrigar que seja com um grupo exclui a individualidade do sofrimento que uma pessoa passou – e talvez seus traumas sejam mais profundos porque ela é mais sensível ou algum outro motivo? É um tema muito complicado e pessoal.
    Obrigado.

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  19. Bom dia, eu vim nesse blog para entender uma discussão que eu tive com uma camarada feminista que disse que homens não podem ser feministas, após ter lido o artigo e todos os comentários, eu gostaria de dizer que entendo o ponto de vista das feministas desse blog. Contudo, não concordo com ele, o homem pode e tem que participar no feminismo pois a sociedade não é constituída só de mulheres; ainda mais quando vocês responderam para o Thiago vocês disseram pra ele ler a Simone de Beauvoir, uma figura feminista francesa mas o que vocês esquecem ou não sabem é que a Simone cita na obra dela o François Poulain de la Barre, um filósofo francês que, em 1673, escreveu 3 livros que foram os precursores do feminismo

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  20. O que a autora quis dizer é que não tem como ser comunista numa sociedade capitalista, mesmo que vc seja contra este sistema e faça algo pra mudar. Isso pq a sociedade se sobrepõe ao indivíduo – por isso odeio o coletivismo.

    O lance do comunismo só foi uma metáfora para o entendimento do texto. Não sei se funcionou.

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  21. Resumindo pra evitar fadiga de textão:
    Vc será Paulista pq vc nasceu no estado de São Paulo. Até que este estado não mude de nome, Vc será Paulista, mesmo que vc não goste.

    Então, nós homens, fazemos parte de uma sociedade machista. Então somos machistas, mesmo não gostando e sendo contra.

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    • Não é porque você nasce numa sociedade com predominância de alguma ideologia e/ou postura que você necessariamente terá as mesmas atitudes ou pensamentos. O exemplo que você deu do comunismo não é equiparável ao caso da opressão machista porque essa impossibilidade de agir como um comunista está intimamente ligada ao sistema. Porém, isso não acontece com grande parte das posições e ações políticas, como o ateísmo, escravidão e homossexualidade. Só porque a maioria é cristã, isso não me impede de ser ateu; só porque a maioria é hétero, não quer dizer que eu não possa ser homossexual; só porque a maioria dos brancos escravizava, não quer dizer que eu não poderia não ser dono de escravos.

      Pra que a afirmação da autora seja verdade, ela tem que mostrar que ser homem está tão ligado ao sistema que se torna impossível de ele tomar uma decisão que não oprima uma mulher diretamente. Os exemplos que ela deu não são válidos, já que homens podem muito bem não discriminar mulheres de uma forma que as oprima. Dar exemplos extremamente indiretos simplesmente muda o sentido da palavra “opressor” a ponto de essa palavra ser desnecessária de existir, pois todos seriam “opressores” indiretos de algo, e isso não ajuda em nada o movimento feminista – piora, porque as pessoas usam o sentido real da palavra pra interpretar o que as feministas radicais estão falando, e acabam sendo repelidas.

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      • Não adianta, Tiago. Você pode ter a visão desconstruída que for e estar totalmente de acordo com tudo que elas dizem, você sempre será machista opressor. Babaquice isso.

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  22. Pois é você me convenceu, acho que suas afirmações são verdades e digo mais, a injustiça tem que ser punida. Já que você afirmou neste texto tão explicado que TODOS NÓS HOMENS somos machistas, que somos os opressores da sociedade, eu acho que vocês mulheres, todas vocês devem de alguma forma entrar em todas as esferas governamentais do mundo, e matar todos nós. Isso mesmo acho que todos os homens do mundo devem morrer, sem exceção, eu, seu pai, seus irmãos, seus tios, os meus, todos nós, pois pelo seu texto eu entendi que nós homens somos os únicos culpados de tudo que as mulheres vem sofrendo. Graças a deus fui criado por uma mulher, uma grande mulher que me ensinou a ser um homem, um homem generoso, bondoso, que sabe ouvir opiniões e defender as suas e principalmente, que não aceita generalizações, pois o que você escreveu é quase a mesma coisa que falar que todo baiano é preguiçoso, que todo homem é um estuprador em potencial, a mesma coisa que os nazistas achavam dos judeus ” que todos eram porcos imundos, inferiores, vermes, não eram humanos, eram burros”. Não vai ser este texto que vai me convencer que eu sou falso com minhas definições sobre os direitos das mulheres. Este texto só serviu para me mostrar o que não é o feminismo, por isso te agradeço, por essa aula de “como não é o feminismo”. Boa noite.

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  23. Uma última coisa.
    Alice Autuori Rosa você é uma racista, pois você é branca, vive em uma sociedade que privilegia os brancos então você é uma racista, os brancos escravizaram, comercializaram e mataram muitos negros durante a escravidão. Por isso é IMPOSSÍVEL DE UM BRANCO NÃO SER RACISTA e assassino de negros. Se você me disser que não você é uma mentirosa e uma pessoa que entra em contradições com o que você mesmo diz, pois foi exatamente desta forma que você escreveu em seu texto. Não existem brancos que não sejam racistas, eu sou negro então não sou racista, só os brancos.

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  24. Desculpa, minha ignorância, sou nova nesse assunto de feminismo… Mas pelo que eu entendi, o ”todo homem é um opressor” na realidade seria mais um termo que significa ”todo homem é visto como uma ameaça pelas mulheres” né? Ex: Mesmo que eu tenha um amigo homem e ele fosse alguém da comunidade lgbt, pró-feminismo, ativista e que não reproduza qualquer preconceito no seu dia-a-dia, isso não muda o fato dele ser um homem. Logo, se uma moça que não conheça esse meu amigo e não saiba de todo seu ativismo e de como ele é uma pessoa boa, esteja caminhando na rua á noite, ela sentiria medo dele… pq ele é um homem e o primeiro medo de qualquer mulher nessa situação é o medo de ser estuprada. É nesses momentos de risco que infelizmente rola essa generalização automática da nossa mente, como forma de proteção. Está correto meu raciocínio?

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  25. Olá, adorei o texto, está de parabéns.

    Desculpa por quaisquer erros a seguir.

    Achei seu texto execelente sobre como ele diz sobre o machismo e o papel do homem sobre esse movimento. Mas seria bom se tocassem no ponto de que não, o homem não é somento opressor das mulheres, homoafetivos, etc. O homem é opressor do mesmo.

    Como o texto diz, fomos criados para ser homens, macho alfa, dentre outras características detalhadas. Porém somos oprimidos durante a infância sobre homem não pode abraçar ou demonstrar afeto por amigos, não podem chorar, demonstrar sentimentos, dentre outras coisas.

    (Não, não estou dizendo que sofremos, na infancia, mais opressão que as mulheres)

    E tais formadores de carater que criam a plataforma de bem sucedido e macho alfa como homem bem sucedido é aquele rico, atletico, com mulheres aos seus e armas e etc. Crescemos com essa visão e não queremos a mesma. (Não generalise, existem sim que foi moldado a querer essa visão e o opressor como caracteristicas de boa parte dos homens)

    O ponto que eu quero chegar, não existem homens feministas, existem homens pro-feminismo, mas gostaria que apesar do movimento ser exclusivamente das mulheres, que entendesse que muitos homens não querem ser machistas e querem se libertar dessa corrente. As vezes os jovens escodem na raiva, na opressão, na depressão.

    Enfim, é um assunto muito complexo a ser estudando mas boa parte do mesmo pode ser concentrado no documentario “The Mask You Live In”.

    Desculpa qualquer erro ou equivoco, foi um texto escrito e não revisado. Adoraria um debate melhor sobre o tema.

    Adoraria pessoas que debatessem sem generalisar, e que me mostrasse o certo sem impor, que me ensina-se alguma coisa sem palavriado de baixo calão.

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  26. Eu sei que essa discussão morreu ano passado, mas não posso não falar nada depois que encontrei esse post nos meus resultados do google:
    ALICE, VÁ ESTUDAR!!!!! VOCÊ NÃO SABE NEM O QUE É FEMINISMO!! VOCÊ DIZ QUE “TODOS” OS HOMENS SÃO ASSIM E TODAS AS MULHERES SÃO “ASSADO”.., OU SEJA, CONTRADIZ TODA A RETÓRICA DE IGUALDADE DAS MULHERES QUE REALMENTE LUTARAM CONTRA O MACHISMO (BEM AO CONTRÁRIO DE VOCÊ). VÁ BRINCAR DE BONECA E PARE DE FALAR TANTA BOÇALIDADE ASSIM NA INTERNET.

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  27. É muito triste mesmo que nós, homens, sejamos julgados sem crime. Eu não sou espancador de mulheres! eu não sou pedófilo, nem (aff maria..) ESTUPRADOR EM POTENCIAL!!!! eu NUNCA exalei um fiu fiu na minha vida!! antes de falar de mim, por favor, me conheçam. É só isso que eu peço. Não façam um julgamento se deixar eu me defender. Eu sou um ser humano igual a vocês… imagine se eu começasse a dizer aqui que todas as mulheres se fazer de vítima e/ou dão queixa falsa de estupro/violência na delegacia. Não ia ser uma generalização estúpida? se coloquem no nosso lugar, só um pouquinho.

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    • Tenho que discordar da parte em que você não é um estuprador em potencial, assim como eu e qualquer.

      Biologicamente falando, o homem é mais tendencioso a realizar um ato desse do que uma mulher. A mulher não tem dois ovos que ficam mexendo nos seus hormônios sexuais, deixando a desejar aquilo toda hora. Mas isso é algo involuntário. Não é a toa que o homem ve sacanagem na internet. Tem os taradoes mas a parte hormonal influencia muito.

      É claro que tem a parte social, de uns desejos peculiares, e que varia de homem para mulher. Mas enquanto o homem tiver os dois sacos, a natureza o obriga a coopular. Não é a toa que na própria natureza há sempre relatos de estupro entre animais. Tu não pode dizer que a sociedade o fez realizar aquilo e isso, mas sim que sua condição biologica.

      Não estou dizendo que quem faz assédio é porque ele ja nasceu com aquilo. Essa parte é a sociedade mesmo que cria essa cultura de homem tem que paparicar e elogiar, querendo a mulher ou não.

      O que eu não concordo nesse feminismo é a exclusão das exceções. De que um homem também não sofre e que só pelo fato se ser homem já é opressor. Esse é o pensamento do sistema judicial brasileiro, que favorece os brancos e exclui os negros, sem analisar cada caso. Pode até ser inocente, mas se for negro vai preso. Isso é o que vocês apresentam,que o coletivo deve ter uma maior importância em relação ao indivíduo.

      Eu concordo quando ela diz que todo homem é privilegiado, mas opressor não. Todo homem recebe um salário mais gordo em relação as mulheres? Sim. Todo homem é opressor e diminui a mulher a uma faxineira que só lava e cozinha? Depende.

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  28. “Não existem mulheres machistas” nem homens feminist”O”s kkkkkkkkkkkkkkkkk é muita cegueira pra uma pessoa só… Quer dizer… pegue a cena de um idiota qualquer assoviando para uma mulher semi nua na rua… por que só ele é machista, enquanto ela “foi ensinada pelo sistema patriarcal a chamar atenção com o corpo”? ele não foi ensinado a nada então? ele veio programado de fábrica a assoviar pra primeira baranga que aparecer? por favor, vamos parar com 2 pesos/2 medidas porque senão é muita apelação.

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  29. vocês falam tanto de estereótipos, mas não abrem mão nem do batom e das selfies sensuais… quem está objetificando a mulher aqui? por que é que vocês não abrem mão de usar a sensualidade ao seu favor? é mais difícil né? bem mais fácil ser feminista cor de rosa que dá chilique na internet

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  30. vocês reclamam da não obrigatoriedade do alistamento feminino? reclamam da aposentadoria que vem mais cedo (a realidade é outra e o argumento da dupla jornada já não cola mais)? pelo menos abrem mão do marido pagar a conta no restaurante? dão chilique quando recebem presentinhos fofos como flores, ursinhos e o caramba (que é uma forma de chamar a mulher de sexo frágil) ? aff vá estudar sua ignorante. pra mim chega. gastei tempo demais aqui desabafando o que eu acho que gente estúpida igual a essa alice ai. Eu sim sei o que igualdade de gênero. você só sabe brincar de boneca.

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  31. Desculpa mas não tenho como falar de maneira leve. Isto e um dos textos mais ridículos que eu ja li na minha vida, não apenas demonstra que vc não sabe nada do feminismo (fazer uam aulas de gender studies te serveria bem) como também demonstra que vc não entende como um desconstrução social e quebrada. Procurar saber como a escravidão e segregação dos negros acabou, qual foram as pessoas por trás. E outra coisa tudo que vc falou sobre mulheres não aplica a nenhuma mulher que eu conheço nem a o que vc falo dos homens, não nego que deve existe pessoas assim, mas não coloca elas na minha volta. A sociedade sempre teve expectativas cabe a vc quebrar-las se vc desejar isso.

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  32. Eu sou feminista e sou homem, difícil de acreditar eu sei. Eu valorizo muito a mulher, eu odeio o machismo. Quando eu vejo notícias, tragédias que ocorrem com as mulheres, eu choro, sinto um ódio extremo. Enfim… Eu venci minha própria natureza.

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  33. Machismo não afeta também os homens? Principalmente gays? Aliás feminismo significa igualdade dos sexos e uma das pautas como vc disse eh licença paternidade. Como assim homens nao podem opinar e as mulheres entendem tudo melhir que eles? De qualquer modo não sei qual a função social deste texto. Alertar a populacao que homens tem benefício automático por viver no mundo machista? Acho q isso eh desnecessário. Nao existir homens feminustaa os torna machistas, e acordar de medida e a ate leis criadas poe homens a David de mulheres devem ser ignoradas por q n foi uma mulher q sugeriu? Me poupe.

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  34. para mim existe sim homem feminista, como existe mulher machista, como existe mulheres que querem mudar esse poder patriarcal da sociedade para um poder matriarcal e não chegar a um igualitarismo que é o que o feminismo prega.

    feminismo e machismo são ideologias que podem ser adotadas por qualquer pessoa, principalmente o feminismo que luta por uma igualdade social entre os gêneros.

    eu particularmente me acho um homem feminista já que eu defendo a ideologia que todos os seres humanos são iguais e merecem ser respeitados, compensados e vistos numa sociedade por igual.

    tudo bem a redatora do texto diz que isso é pro-feminismo, mas se eu luto contra o machismo como uma mulher luta (apesar de eu não sofrer como uma mulher), o que tem de diferente na luta? o fato de eu não sentir na pele não quer dizer que eu não estou lutando ao lado delas e a forma mais fácil pelo menos ao meu ver de acabar com o machismo é fazer os homens aderir ao movimento.

    não pensem que estou querendo ensinar como ser feminista apenas estou expressando minha opinião e em momento algum quero impor isso, apenas gostaria que quem ler pense no que eu disse e absorvesse aquilo que achar certo e que se achar que estou errado me orientasse pois irei fazer o q disse “ler, pensar e absorver o que achar certo”

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    • mas também concordo com muitos pontos de vista lidos no texto, em grande parte os pontos que mostram quais privilégios os homens tem que as mulheres não tem, me da ódio isso pois preso muito pela justiça e a nossa sociedade é injusta com muitas coisas como a injustiça entre gêneros que é o foco do texto.

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  35. olha, “feministos” apareceu em vermelho enquanto vc digitava pq nao existe mesmo, nao é só pelo fato de ser homem que tem que ser com “o”. Alguns homens nao sao machistAs? entao… enfim, homens nao podem ser feministas, ok, mas nós podemos ser pró-feministas, ok? ok.

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  36. Nossa, nem li tudo porque definitivamente é muita coisa que discordo. Mas só te ajudando a entender o porquê da palavra “feministo” ficar em vermelho, é porque ela não existe. Tanto para mulher como pra homem o certo é feministA. Assim como não existe comunisto, paraquedisto, romancisto. Enfim, espero que tenha entendendido agora.

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  37. Sempre tento ser sensato e entender a lutas de determinados grupos,nunca tinha pensado com essa exatidão,admirei muito o seu texto e concordo com tudo,não gosto desta cultura designada em pro-superioridade de sexo,parabéns pelo seu texto esclarecedor,espero que a luta pela igualdade não seja necessária e seja atingida essa meta.

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