O que aprendi com meus ex-namorados

por Karen Ribeiro Santos

Aprendi que todos os relacionamentos que temos no decorrer de nossas vidas são experiências únicas que nos fazem crescer como seres humanos. Mas há relacionamentos únicos que nos fazem transcender qualquer experiência humana, onde o amor é muito mais do que um abstrato sentimento ou um aprendizado pessoal.

O amor é prática constante de dois corações em um só. Por isso, esse texto vai homenagear aqueles com quem mais aprendi sobre esse amor: meus ex-namorados.

Aprendi com eles a reagir e a não tolerar um relacionamento quando a impossibilidade do diálogo se instala, quando o medo de dizer algo, qualquer coisa que seja, se imponha, sufocando a liberdade de expressão e de sentimentos. Aprendi a não deixar a tirania se instalar na minha vida. Aprendi a distinguir dúvidas de certezas, bastando, para isso, não dar créditos para as lindas palavras que não se transformam em atitudes.

Aprendi que o amor é sentido dentro de nós e valorizado nos atos. Aprendi a diferenciar quando estou sendo amada de quando estou sendo usada e manipulada. Aprendi a “enxergar” e a ter força e coragem para me despedir de situações que tanto mal e tristeza me causam.

Aprendi que, em um relacionamento, as coisas não precisam ser fofinhas, românticas e clichês. Aprendi que em um relacionamento o casal não precisa se ver todo dia, não precisa se tocar ou trocar carinho toda hora. Aprendi que não é sempre que vai haver “assunto” ou coisas pra fazer juntos. Aprendi que todo relacionamento tem suas falhas, mas nem por isso deixa de ser perfeito.

As vezes, você tem que engolir seu orgulho e aprender a pedir desculpas quando está errada – mas também aprendi que, às vezes, nos culpamos demais por algo que não é culpa nossa. Aprendi que todo relacionamento tem seus altos e baixos, e que é preciso muita compreensão para superar as dificuldades. Aprendi que, em todo relacionamento, cada um tem que ter seus próprios objetivos e sonhos, porque um casal é formado por duas pessoas diferentes com vidas diferentes. Eu aprendi que deve ser assim.

E aprendi que, quando duas pessoas se amam, elas se contentam só por estarem juntas sem se importar com o passado de cada um. Acabei aprendendo um pouco mais sobre mim mesma e sobre a vida nas minhas andanças. Os homens da minha vida, mesmo aos trancos, acabaram me ensinando a amar a pessoa mais importante para mim: eu mesma.

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Karen Ribeiro Santos, 23 anos, jornalista, canceriana e apaixonada pelas palavras.
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