Carta para uma veterana

Cara Veterana,

Sou caloura, sou bixete, mas sou um ser humano. Tenho vontades, tenho medos, tenho traumas. Quero respeito, quero ser consultada, quero ter o poder de dizer não.

Não. Não quero. Não quero ser machucada, desrespeitada, não quero beber, não quero me submeter.

Sim, Veterana. Quero festejar, quero comemorar, quero curtir, quero me divertir. Mas não quero ser motivo da sua diversão. Minha submissão não é divertida para mim.

Não, Veterana. Eu não quero ter que participar de atividades opressoras para agradar, para conquistar meu espaço. Não, não quero ficar excluída porque disse ‘não’.

Não, seu colega não entende. Não deixe um veterano me obrigar a fazer algo que eu não queira. Olhe para mim, veja se eu realmente quero. Me pergunte.

Sou ser humano. Sou mulher. Eu faço minhas escolhas.

Veterana, acolha as calouras. Abrace-as, recepcione-as, seja sua amiga. Divirta-se com elas. Eu, tu, elas. Nós precisamos nos apoiar e respeitar.

A autora pediu anonimato. E claro que a gente entende.

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