Além de Emma Stone: 6 mulheres incríveis no Oscar 2017

por Helô D’Angelo

A gente já sabe que a Emma Stone estava super fofa em La La Land. Mas já deu de falar da menina branca padrãozinho no papel principal de um musical todo american way of life, né? Afinal, existem muitas outras mulheres talentosíssimas escondidas nesta edição do Oscar. Conheça algumas delas:

 

  1. Margot Lee Shetterly e Allison Schroeder

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    Margot, mulher negra porreta, escreveu o livro Hidden Figures, que deu origem ao filmão homônimo indicado ao Oscar de melhor filme (em português, o título é Estrelas Além do Tempo, e vale muito a pena). Já Allison adaptou o livro para o cinema, e foi indicada ao Oscar, de melhor adaptação – isso porque, antes desse filme, Allison só tinha sido roteirista de um filme “famoso”: Meninas Malvadas 2. Pra quem não sabe, Hidden Figures conta a história das mulheres negras brilhantes que, nos anos 50, serviam como calculadoras humanas para a NASA – sem receber nenhum tipo de reconhecimento (ou um banheiro decente), claro. Veja o trailer aqui.

  2. Daphne Matziaraki
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    Cena de “4.1 Miles”

    A grega Daphne Matziaraki é diretora do documentário em curta metragem 4.1 miles, sobre um tema cada vez mais importante (e ainda assim pouco comentado): a crise dos refugiados. No filme, a diretora acompanha Kyriakos Papadopoulos, o comandante de um navio da guarda costeira cuja missão é salvar a vida de centenas de refugiados – não preciso nem dizer que é maravilhoso. Você pode assistir o documentário aqui (em inglês).

  3. Raphaela Neihausen e Kahane Cooperman
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    Cena de “Joe’s Violin”

    Raphaela e Kahane são diretoras do documentário em curta metragem Joe’s Violin. O filme segue o polonês Joe, um sobrevivente do holocausto que decide doar seu violino de 70 anos de idade para uma menina de 12 anos do Bronx (arrepiou, né?). Dá para assistir em inglês aqui.

  4. Ava Marie DuVernay
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    Ava é maravilhosa. Diretora, roteirista, marqueteira e distribuidora, ela já fez história ao se tornar a primeira mulher negra a ganhar o Sundance de melhor direção (em 2012, pelo filme Middle of Nowhere). Mas não parou por aí: depois disso, ela dirigiu o filme Selma, e também foi a primeira mulher negra indicada ao Globo de Ouro de melhor direção E ao Oscar de melhor filme.

    Agora, ela volta com o documentário 13th (13ª Emenda, em português), que investiga a relação da grande porcentagem de negros encarcerados no país com a história da 13ª Emenda constitucional – uma lei que, em 1864, proibiu a escravidão sem dar as bases sociais necessárias para que a população negra pudesse se sustentar de forma digna, o que levou essa fatia à marginalização (exatamente como rolou aqui no Brasil com a Lei Áurea). O filme pode ser assistido na Netflix, mas você pode ver o trailer aqui.

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Helô D’Angelo, 22 anos na cara e fazendo o que pode para viver do que ama: desenho e escrita. Saiba mais sobre ela aqui.

 

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